segunda-feira, 16 de março de 2015

A Biblioteca de Alexandria: Final

     Apresentamos a última parte do resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower.

     O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.


Parte 4: O fim da Biblioteca de Alexandria e a nova Biblioteca

    Ptolomeu IV Filopátor subiu ao trono em 222 a.c. Ele e seus subsequentes herdeiros não tinham o brilhantismo intelectual de seus antepassados, sendo que Ptolomeu VIII Evergeta sentia aversão por intelectuais, chegando ao ponto de persegui-los.

    A derrocada a Biblioteca aconteceu durante o grande incêndio de 48 a.C., decorrente das revoltas egípcias contra o domínio de Roma. Para conter os revoltosos, Júlio César ordenou que se ateasse fogo aos navios. A Biblioteca e o Museu, próximos ao porto, arderam e foram destruídos. Com o fim da Biblioteca principal, a Biblioteca Filha Serapeum passou a ser o centro da cultura de Alexandria. Entretanto, antes da batalha e destruição do porto de Alexandria, César havia reconduzido Cleopatra ao trono. Ela era uma mulher inteligente, patrocinadora das artes, e manteve viva e pulsante a vida cultural em Alexandria. Com a morte de Júlio César, Cleopatra voltou-se para Marco Antônio, de quem ganhou a biblioteca de Pérgamo. Mantendo-se cerne da cultura, Alexandria foi por mais 3 séculos importante centro do saber, mas infelizmente, também palco de batalhas sangrentas e perseguições decorrentes do domínio romano.

    A expansão da cristandade não afetou de maneira imediata a cultura alexandrina, entretanto, com o passar o tempo, correntes do pensamento cristão começaram a apresentar divergências e lutar pelo poder. Em 391 d.C. o fanático bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, insuflando os cristãos contra o paganismo, promoveu a destruição da Biblioteca Filha Serapeum determinando assim, o término de uma era.

Notas finais:

    A Nova Biblioteca de Alexandria foi instituída em 1 de março de 2001 pelo Presidente da República do Egito Hosni Mubarak (Law No. 1 of 2001 Concerning the Library of Alexandria).

    Sua missão é oferecer um centro de excelência na produção e difusão do saber local, e de diálogo e intercâmbio entre culturas. Compreende uma biblioteca geral, seis bibliotecas especializadas, arquivo interativo, quatro museus, planetário, exploratorium científico para crianças, exposições permanentes, galerias, 13 centros de pesquisa acadêmica, e dois avançados sistemas multimídia: Culturama, que apresenta aos visitantes 5.000 anos de história e cultura do Egito e o sistema VISTA para observação 3D de fenômenos naturais ou artificiais.

    Anualmente, 1,5 milhões de pessoas visitam a Biblioteca de Alexandria.

Consulte:
http://www.bibalex.org/Home/Default_EN.aspx


 Analúcia Recine




segunda-feira, 9 de março de 2015

A Biblioteca de Alexandria Parte 3


      Apresentamos a terceira parte do resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower.

     O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.


Parte 3: A cultura e o conhecimento em Alexandria

     A Cidade não foi apenas greco-egípcia, foi multicultural. Matemáticos, astrônomos e médicos eram incentivados a criar escolas de qualidade, com boas condições de trabalho. É inumerável a lista de intelectuais que viveram em Alexandria pesquisando, ensinando, escrevendo sobre todos os assuntos. Com a invasão Romana, outra cultura se instaura em Alexandria, mas sua longa tradição perdura, e a cidade continuou acolhendo grandes pensadores mesmo após o seu apogeu.  Eram homens de muitos talentos, versáteis, nem sempre atuando em um único saber.

     Entre tantos, que viveram em Alexandria destacaram-se na matemática: Euclides, Arquimedes, Estradão e Teão; na geometria: Apolônio de Perga e Herão; na astronomia: Aristarco de Samos e Claudio Ptolomeu; na história: Mantenon e Plutarco da Queroneia; nas letras, poesia e estudos linguísticos: Teócrito, Aristarco de Samotrácia; na medicina: Herófilo de Calcedônia, Galeno e Heráclides de Taranto. Em Filosofia citamos Filo e Hipácia. Alexandria também teve influência religiosa com a presença de Santo Antonio, Santa Catarina e São Jerônimo.

Analúcia Recine

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Biblioteca de Alexandria Parte 2

          Apresentamos a segunda parte do resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower.

          O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.



Parte 2: A Biblioteca de Alexandria

Vestígios arqueológicos da Biblioteca e Museu nunca foram encontrados. Sabe-se que, fazendo parte do conjunto real, deveriam ser grandes e luxuosos. O Museu foi concebido nos moldes do Liceu de Aristóteles, e seus funcionários gozavam de regalias tais como: acomodações agradáveis, altos salários e isenção de impostos. A Biblioteca foi formada a partir da aquisição de coleções já existentes, cópias de materiais emprestados ou subtraídos. Os livros de barco eram famosos: Ao aportar, o barco era revistado e seus livros compulsoriamente emprestados para que fossem copiados na biblioteca. Era prática comum manter o original e devolver uma cópia ao verdadeiro proprietário do material. Os primeiros bibliotecários foram poetas: Zenódoto de Éfeso, seguido por Calímaco, nascido em 305 a.C. Estima-se que somente Calímaco catalogou em torno de 500.000 papiros e códices em Pinakes (Lâminas) que era um conjunto de 120 livros. Eram listados por ordem cronológica, autor e palavra-chave. O terceiro chefe da Biblioteca foi Erastóstenes, com apenas 31 anos de idade. Ele era poeta, filósofo, filólogo, matemático, astrônomo, geógrafo, crítico literário, gramático e inventor. Também foi constituída uma Biblioteca Filha, a Biblioteca Serapeum.


Analúcia Recine


 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A Biblioteca de Alexandria Parte 1: A cidade de Alexandria

Introdução

      Apresentaremos nas próximas semanas, o resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower. Publicaremos quatro súmulas com os temas: A cidade de Alexandria, em 23 de fevereiro; A Biblioteca de Alexandria, em 2 de março; A cultura e o conhecimento em Alexandria, em 9 de março e o fim da Biblioteca de Alexandria em 16 de março. 

O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.


Parte 1: A cidade de Alexandria

      Alexandre Magno, com apenas 23 anos de idade, invadiu o Egito coroando-se Rei. Almejando um porto de mar profundo, que acolhesse marinha mercante e armada, escolheu faixa de terra entre o lago Mareótis e o mar, onde foi construída a cidade chamada Alexandria. Deinócrates foi o arquiteto e urbanista reponsável pela concepção de uma cidade planejada com bairros, malha viária, sistema de drenagem. A pedra fundamental da cidade foi lançada em 7 de abril de 331 a.C. pelo próprio Alexandre que, partindo para novas campanhas militares, não conheceu a cidade que fundou e da qual foi patrono. 

      Com a morte de Alexandre Magno, seu vasto império foi dividido entre seus generais. Ptolomeu I Sóter encampou o Egito. Era uma personalidade curiosa, megalomaníaco, autocrático e também um homem do intelecto e das letras. Cercou-se de conselheiros cultos e capacitados e, em poucas décadas, Alexandria se tornou importante em centro cultural e comercial, onde era possível encontrar pelas ruas pessoas de todo o mundo antigo conhecido. Ptolomeu I Sóter acolheu em Alexandria poetas, gramáticos, cientistas, matemáticos, astrônomos, historiadores. 

       Dentre esses homens estava Demétrio Falereu, que sugeriu ao rei a construção de uma biblioteca real. O centro de cultura e pesquisa que abrigou Museu e Biblioteca foi inaugurado em 282 a.C. Os sucessores Ptolomeu II Filadelfo e Ptolomeu III Evergeta, filho e neto de Ptolomeu I Sóter, também eram intelectuais e mantiveram a mesma conduta de convidar as mentes brilhantes daqueles tempos para viver na cidade. Alexandria, por mais de 300 anos, exerceu enorme influência nas ciências e artes do mundo antigo. 


Analúcia Recine

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Índice de nossas postagens

Apresentamos hoje, o índice de todas as nossas postagens pelo assuntos abordados. Pretendemos facilitar a consulta e divulgar melhor o material de treinamento utilizado por nossa biblioteca em salas de aula.

Agradecemos à nossa estagiária Tatiane Borges, pela organização do material.

Analúcia Recine















































































































































































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