segunda-feira, 30 de março de 2015

PRODUÇÃO ACADÊMICA E OUTRAS BASES DA USP



A USP produz e oferece acesso a diversos tipos de produção intelectual: científica, acadêmica, técnica ou artística. Os trabalhos  são desenvolvidos em todas as suas unidades administrativas, sendo que se destacam as unidades de ensino e pesquisa, os institutos, museus, hospitais, etc. Qualquer pessoa vinculada à comunidade USP, que divulgue seus conhecimentos em diferentes mídias, poderá ser inserido no contexto da produção intelectual da USP, conforme os padrões adotados pelos portais abaixo descritos.

A USP agrupa e organiza esses trabalhos de acordo com a categoria de autor e o tipo de produção.  A maioria dessas bases de dados oferece o livre acesso ao documento.

Atualmente, as bases de dados disponíveis ao público são:



1 Biblioteca Digital da Produção Intelectual da Universidade de São Paulo (BDPI)


Mantido por: SIBi - Bibliotecas do sistema
Acesso: Livre
Autores: Professores, alunos e funcionários da USP.
Informações adicionais: repositório, com opção de auto-arquivamento.

Conteúdo: Artigos de periódicos, comunicações em eventos, livros, capítulos de livros.


2. Biblioteca digital de Teses e Dissertações da USP


Mantido por: SIBi e Sistema Administrativo da Pós-graduação
Acesso: Livre
Autores: Pós-graduandos e Professores orientadores (co-autores)
Informações adicionais: Faz parte da Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações, Mantido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT); As Teses e Dissertações também podem ser pesquisadas no Banco de dados Dedalus e Portal de Busca Integrada.

Conteúdo: 31052 dissertações, 20936 teses de doutorado e 370 teses livre docência. defendidas na USP.



3. Produção Intelectual da USP

Pode ser acessada pelo banco de dados Dedalus ou pelo Portal de Busca Integrada:

Link Dedalus: http://dedalus.usp.br/F?RN=817221691 - mediante seleção na pesquisa.


Mantido por: SIBi - Bibliotecas do sistema
Acesso: Misto, de livre acesso. Apenas parte do material está disponível on-line; Outros itens  tais como livros, DVDs, Cds, estão disponíveis fisicamente nas bibliotecas da USP.
Autores: Professores e funcionários da USP
Informações adicionais: São cadastrados os trabalhos publicados a partir da data de contratação do docente ou funcionário na Unidade, Alguns documentos podem estar disponíveis na Base de Produção Intelectual do Dedalus e também na BDPI.

Conteúdo: Materiais de suporte eletrônico ou físico: Livros, artigos de revistas ou jornais, partituras musicais, DVDs, trabalhos em eventos, entrevistas, mapas, maquetes, patentes, programas de computador, incluindo-se conteúdos científicos, artísticos, técnicos e acadêmicos.



4. Portal de Revistas da USP


Mantido por: SIBi
Acesso:  Livre, mediante inscrição gratuita do usuário
Autores: Comunidade científica
Informações adicionais: Os autores e artigos são selecionados na comunidade científica nacional e internacional,  não sendo necessariamente pesquisadores da USP a publicar nas revistas.

Conteúdo: 133 revistas, totalizando 64462 artigos científicos, inclusive históricos, como, por exemplo, Revista da Faculdade de Direito de São Paulo, que começou a ser editada em 1893 e Revista de Medicina, criada em 1916.

 


5. Biblioteca Digital de Trabalhos acadêmicos


Mantido por: Biblioteca e Centro de Informática de São Carlos
Acesso: Livre
Autores: Alunos de graduação

Conteúdo: Trabalhos de alunos de graduação, com ênfase em TCC.


6. E-aulas


Desenvolvido por: Superintendência de Tecnologia de Informação - USP
Acesso: Livre
Autores: Professores da USP

Conteúdo: mais de 1102 horas de vídeo aulas nas áreas de humanas, exatas e biológicas.



Analúcia Recine

segunda-feira, 23 de março de 2015

Bibliotecas da USP - Parte 1



A Universidade de São Paulo possui em seu sistema 66 bibliotecas. Suas equipes estão sempre melhorando os serviços e seus produtos para os seus usuários. Parabenizando todos estes esforços, na tabela abaixo selecionamos alguns exemplos destes trabalhos e em futuras postagens iremos apresentar todos os outros trabalhos agrupados por sua funcionalidade.

Bibliotecas SibiWeb
Serviços
Link
Observação
CENA
Links de pesquisa
Bases de dados, Bibliotecas digitais, portais de pesquisa
Novas aquisições
Publicação online das aquisições (livros)
Tutorias
Como pesquisar, como fazer
Revistas Cena
Publicações por temas: Didático, científico e técnico
BCRP
Visitas orientadas
São apresentadas aos usuários as instalações da Biblioteca o regulamento e também os serviços oferecidos
CEBIMar
CEBIMarMidia
Notícias do CEBIMAR e USP
FO
Plotagem
Processo utilizado na confecção de banner/pôster e pode ser um requisito exigido em participação de eventos
Programa Paltex
O PALTEX (Programa Ampliado de Livros de Texto e Materiais de Instrução) sem fins lucrativos, cujo objetivo fundamental é o apoio à Formação de recursos humanos de qualidade na área da saúde. Todo o material oferecido (texto e instrumentos básicos) é repassado a um preço mais acessível ao aluno, estimulando-o a obter materiais e instrumentos necessários à sua formação universitária
FFLCH
Manuais e Tutoriais
Tutoriais das Bases de Dados: 19th Century British Library; Arabe Israeli Relations; Gale Virtual Reference; Iraq 1914 1974; Sabin Americana

IFLA
O serviço de comutação bibliográfica IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions) permite a obtenção de cópias de documentos disponíveis nos acervos das bibliotecas Internacionais participantes do convênio (http://www.ifla.org/voucher-scheme/participating-countries)
FD
SDI
Serviço de Disseminação Seletiva da Informação (SDI) mantem o corpo docente atualizado com a literatura jurídica publicada nos periódicos nacionais e estrangeiros que fazem parte do acervo da Biblioteca. O docente se cadastra e aponta num formulário o seu perfil de pesquisador e assim a Biblioteca consegue gerar e lhe enviar listagens de artigos de períodicos de seu interesse
HU
Tutoriais
EndNote (Gerenciador de referências);
Ìndice h (indicador da área científica);
Pesquisa no Medlne/Pubmed (Bases de dados);
Pesquisa no Lilacs (Bases de dados);
Busca de revistas indexadas.
IGC
Lista de links
Links interessantes para área de Geologia:
- softwares;
- instituições (associações, editoras universitárias, faculdades, institutos, laboratórios, museus, sociedades, órgãos governamentais e ONGs);
- cadastro das bibliotecas brasileiras, bibliotecas virtuais;
- mapas online;
- portais, sites de busca e referência.

Pesquisa e elaboração: Elisamara Santos Guimarães e Tatiane Borges
Orientação: Maria Fátima Santos

segunda-feira, 16 de março de 2015

A Biblioteca de Alexandria: Final

     Apresentamos a última parte do resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower.

     O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.


Parte 4: O fim da Biblioteca de Alexandria e a nova Biblioteca

    Ptolomeu IV Filopátor subiu ao trono em 222 a.c. Ele e seus subsequentes herdeiros não tinham o brilhantismo intelectual de seus antepassados, sendo que Ptolomeu VIII Evergeta sentia aversão por intelectuais, chegando ao ponto de persegui-los.

    A derrocada a Biblioteca aconteceu durante o grande incêndio de 48 a.C., decorrente das revoltas egípcias contra o domínio de Roma. Para conter os revoltosos, Júlio César ordenou que se ateasse fogo aos navios. A Biblioteca e o Museu, próximos ao porto, arderam e foram destruídos. Com o fim da Biblioteca principal, a Biblioteca Filha Serapeum passou a ser o centro da cultura de Alexandria. Entretanto, antes da batalha e destruição do porto de Alexandria, César havia reconduzido Cleopatra ao trono. Ela era uma mulher inteligente, patrocinadora das artes, e manteve viva e pulsante a vida cultural em Alexandria. Com a morte de Júlio César, Cleopatra voltou-se para Marco Antônio, de quem ganhou a biblioteca de Pérgamo. Mantendo-se cerne da cultura, Alexandria foi por mais 3 séculos importante centro do saber, mas infelizmente, também palco de batalhas sangrentas e perseguições decorrentes do domínio romano.

    A expansão da cristandade não afetou de maneira imediata a cultura alexandrina, entretanto, com o passar o tempo, correntes do pensamento cristão começaram a apresentar divergências e lutar pelo poder. Em 391 d.C. o fanático bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, insuflando os cristãos contra o paganismo, promoveu a destruição da Biblioteca Filha Serapeum determinando assim, o término de uma era.

Notas finais:

    A Nova Biblioteca de Alexandria foi instituída em 1 de março de 2001 pelo Presidente da República do Egito Hosni Mubarak (Law No. 1 of 2001 Concerning the Library of Alexandria).

    Sua missão é oferecer um centro de excelência na produção e difusão do saber local, e de diálogo e intercâmbio entre culturas. Compreende uma biblioteca geral, seis bibliotecas especializadas, arquivo interativo, quatro museus, planetário, exploratorium científico para crianças, exposições permanentes, galerias, 13 centros de pesquisa acadêmica, e dois avançados sistemas multimídia: Culturama, que apresenta aos visitantes 5.000 anos de história e cultura do Egito e o sistema VISTA para observação 3D de fenômenos naturais ou artificiais.

    Anualmente, 1,5 milhões de pessoas visitam a Biblioteca de Alexandria.

Consulte:
http://www.bibalex.org/Home/Default_EN.aspx


 Analúcia Recine




segunda-feira, 9 de março de 2015

A Biblioteca de Alexandria Parte 3


      Apresentamos a terceira parte do resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower.

     O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.


Parte 3: A cultura e o conhecimento em Alexandria

     A Cidade não foi apenas greco-egípcia, foi multicultural. Matemáticos, astrônomos e médicos eram incentivados a criar escolas de qualidade, com boas condições de trabalho. É inumerável a lista de intelectuais que viveram em Alexandria pesquisando, ensinando, escrevendo sobre todos os assuntos. Com a invasão Romana, outra cultura se instaura em Alexandria, mas sua longa tradição perdura, e a cidade continuou acolhendo grandes pensadores mesmo após o seu apogeu.  Eram homens de muitos talentos, versáteis, nem sempre atuando em um único saber.

     Entre tantos, que viveram em Alexandria destacaram-se na matemática: Euclides, Arquimedes, Estradão e Teão; na geometria: Apolônio de Perga e Herão; na astronomia: Aristarco de Samos e Claudio Ptolomeu; na história: Mantenon e Plutarco da Queroneia; nas letras, poesia e estudos linguísticos: Teócrito, Aristarco de Samotrácia; na medicina: Herófilo de Calcedônia, Galeno e Heráclides de Taranto. Em Filosofia citamos Filo e Hipácia. Alexandria também teve influência religiosa com a presença de Santo Antonio, Santa Catarina e São Jerônimo.

Analúcia Recine

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Biblioteca de Alexandria Parte 2

          Apresentamos a segunda parte do resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower.

          O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.



Parte 2: A Biblioteca de Alexandria

Vestígios arqueológicos da Biblioteca e Museu nunca foram encontrados. Sabe-se que, fazendo parte do conjunto real, deveriam ser grandes e luxuosos. O Museu foi concebido nos moldes do Liceu de Aristóteles, e seus funcionários gozavam de regalias tais como: acomodações agradáveis, altos salários e isenção de impostos. A Biblioteca foi formada a partir da aquisição de coleções já existentes, cópias de materiais emprestados ou subtraídos. Os livros de barco eram famosos: Ao aportar, o barco era revistado e seus livros compulsoriamente emprestados para que fossem copiados na biblioteca. Era prática comum manter o original e devolver uma cópia ao verdadeiro proprietário do material. Os primeiros bibliotecários foram poetas: Zenódoto de Éfeso, seguido por Calímaco, nascido em 305 a.C. Estima-se que somente Calímaco catalogou em torno de 500.000 papiros e códices em Pinakes (Lâminas) que era um conjunto de 120 livros. Eram listados por ordem cronológica, autor e palavra-chave. O terceiro chefe da Biblioteca foi Erastóstenes, com apenas 31 anos de idade. Ele era poeta, filósofo, filólogo, matemático, astrônomo, geógrafo, crítico literário, gramático e inventor. Também foi constituída uma Biblioteca Filha, a Biblioteca Serapeum.


Analúcia Recine


 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A Biblioteca de Alexandria Parte 1: A cidade de Alexandria

Introdução

      Apresentaremos nas próximas semanas, o resumo do livro Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade, de Derek Adie Flower. Publicaremos quatro súmulas com os temas: A cidade de Alexandria, em 23 de fevereiro; A Biblioteca de Alexandria, em 2 de março; A cultura e o conhecimento em Alexandria, em 9 de março e o fim da Biblioteca de Alexandria em 16 de março. 

O livro está disponível no acervo da Biblioteca da EACH em: 027.00932 F644b 2.ed.


Parte 1: A cidade de Alexandria

      Alexandre Magno, com apenas 23 anos de idade, invadiu o Egito coroando-se Rei. Almejando um porto de mar profundo, que acolhesse marinha mercante e armada, escolheu faixa de terra entre o lago Mareótis e o mar, onde foi construída a cidade chamada Alexandria. Deinócrates foi o arquiteto e urbanista reponsável pela concepção de uma cidade planejada com bairros, malha viária, sistema de drenagem. A pedra fundamental da cidade foi lançada em 7 de abril de 331 a.C. pelo próprio Alexandre que, partindo para novas campanhas militares, não conheceu a cidade que fundou e da qual foi patrono. 

      Com a morte de Alexandre Magno, seu vasto império foi dividido entre seus generais. Ptolomeu I Sóter encampou o Egito. Era uma personalidade curiosa, megalomaníaco, autocrático e também um homem do intelecto e das letras. Cercou-se de conselheiros cultos e capacitados e, em poucas décadas, Alexandria se tornou importante em centro cultural e comercial, onde era possível encontrar pelas ruas pessoas de todo o mundo antigo conhecido. Ptolomeu I Sóter acolheu em Alexandria poetas, gramáticos, cientistas, matemáticos, astrônomos, historiadores. 

       Dentre esses homens estava Demétrio Falereu, que sugeriu ao rei a construção de uma biblioteca real. O centro de cultura e pesquisa que abrigou Museu e Biblioteca foi inaugurado em 282 a.C. Os sucessores Ptolomeu II Filadelfo e Ptolomeu III Evergeta, filho e neto de Ptolomeu I Sóter, também eram intelectuais e mantiveram a mesma conduta de convidar as mentes brilhantes daqueles tempos para viver na cidade. Alexandria, por mais de 300 anos, exerceu enorme influência nas ciências e artes do mundo antigo. 


Analúcia Recine

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